Equilibrista

balança

balança feito um bêbado
sonhador
mas não está num botequim
apenas encara outro fim
de expediente
o corredor do coletivo
é sua corda

bamba

esperança

esperança de um trôpego
trabalhador
tenta pôr em ordem
os desatinos de ontem
descrente
sua vida é um passivo
que não concorda

descamba


Autor: Luciano Motta

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