Arquivo mensal: novembro 2009

Perto da meia-noite

Perto da meia-noite.
Cela sombria, suja, abafada.
Cárcere interior.
Dois homens.
Rasgados.
Inchados.
Latejantes.
Marcas profundas.
Varadas nas costas.
Feridas abertas.
Vergões.
Insetos.
Incômodos.
Espasmos.
Pés encerrados no tronco.
Bocas salgadas, empapadas.
Suor que arde os roxidões.
Estômagos desidratados, apertados, retorcidos.

Quase meia-noite.
Olhares se entrecruzam, se fecham, se elevam.
Sons da alma, canção de amor.
Dois adoradores.
Rasgados de si mesmos.
Inchados de paixão.
Latejantes de motivação.
Suplantam as dores.
Vencem os odores.
Emudecem o lamento.
Superam o momento.
Sobem aos céus e perfumam a Sala do Trono.

Não é mais meia-noite.
Amor extraordinário, Ágape, sobrenatural.
Explosão invisível.
Graça.
Compaixão.
Treme a terra.
Move o cárcere.
Abre as portas.
Despedaça a prisão.
Acalma o desesperado.
Salva o perdido.


Autor: Luciano Motta

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Janela

Luciano e a janela da vida

Todos tem pelo menos uma janela, para se abrir ou para se fechar.

Janela é lugar de contemplação, de possibilidades, de escape.

É importante abrir as nossas janelas de vez em quando, a luz precisa entrar, o ar fresco deve soprar em nosso interior.

Abra-se. Deixe a Luz entrar.