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Uma mensagem de Natal (não muito convencional)

Falar do menino Jesus na mangedoura ao lado de Maria e José, junto de pastores e reis magos, e os bichinhos da estrebaria, enfim, escrever uma mensagem de Natal enfocando esses personagens me parece repetir uma história desgastada, batida, quase comparada ao mito de Papai Noel (só falta o McDonald’s lançar uma coleção de Jesus e seus amigos no McLanche Feliz para associá-los ainda mais às fábulas fantasiosas, como personagens de desenho da Pixar). Não tenho dúvidas de que muitas crianças hoje estão mais preocupadas com os brinquedos que irão ganhar do que em homenagear alguém que só é lembrado nessa época do ano, e também quando alguma coisa não dá certo (ai, Jesus!).

Embora seja mesmo possível que alguém não saiba a respeito da história do nascimento de Jesus (se for o seu caso, vale a pena conhecê-la no Evangelho de Lucas), volto-me para aqueles que já a conhecem, sejam crentes ou não. Gostaria que pensássemos nesse Natal sobre o que diz Romanos 6.11: “Assim, também, considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus”. Aqui o pronome “assim” significa “da mesma maneira”. No contexto dessa palavra, se refere ao fato de Jesus ter vencido a morte e o pecado de uma vez por todas, por causa de sua vida para Deus, de sua obediência ao Pai. Como Jesus venceu a morte e viveu para Deus, nós também podemos – e devemos! – fazer o mesmo. Diz a Palavra que “por uma só transgressão veio o julgamento sobre todos os homens para a condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação que produz vida” (Romanos 5.18). De Adão descendeu uma linhagem de pecado e morte. De Jesus Cristo, e posteriormente de todos os que creram e creem Nele, descende uma linhagem de justiça, integridade, verdade, vida!

Se existe um presente para darmos a Jesus por ocasião de seu nascimento, certamente é a nossa própria vida. Pois Ele veio ao mundo, nasceu, viveu, morreu e ressuscitou por nós. Ele fez tudo por nós. Retribuirmos com nossas próprias vidas é o mínimo que podemos fazer. Isso implica dignificarmos o sacrifício do Cordeiro Jesus por nós ao morrermos diariamente para o pecado e vivermos para Deus, por Sua causa, para cumprirmos Sua vontade nessa terra, até que Jesus venha e estabeleça o Seu Reino.

Esse não é um ideal muito perseguido, inclusive em várias igrejas que se dizem cristãs. As pessoas tem seguido seus próprios projetos: casam, divorciam-se, constroem, destroem, estudam para exclusivamente ganharem mais dinheiro e poderem comprar mais, e mais, e mais… Será que em algum momento irão parar e pensar no quanto estão desperdiçando suas vidas, lutando por coisas fúteis e passageiras?

Em um Natal cada vez mais dado ao consumo, à troca de presentes e à uma paz sem o Príncipe da Paz, espero que esta mensagem faça você e eu meditarmos e mudarmos nossa maneira de pensar e de agir. Sejamos, portanto, o maior presente que Jesus gostaria de receber: nossas vidas dedicadas a Ele, em ardente expectativa pela Sua volta. Acredito que isso fará mais sentido e produzirá mais vida do que nos reunirmos em torno de um presépio ou de uma árvore com luzes piscantes. Até porque Jesus não é mais aquele bebê na mangedoura – Ele vem, como Leão, para reinar!


Autor: Luciano Motta
Originalmente postado em “Uma mensagem de Natal”

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